Cadeia de custódia

Rastreabilidade de amostras de patologia

Se uma amostra se perde no seu laboratório, ela não some de uma vez: ela se perde na etapa que ninguém registrou.

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Recepção de amostras no Histeva com um pedido urgente marcado como incompleto, pronto para confirmar o paciente e conciliar os frascos

Se você coordena um laboratório de patologia, sabe que um caso com três frascos pode terminar em dezenas de cassetes e lâminas, espalhados entre o processador, o micrótomo, a coloração, a mesa do patologista e, com sorte, o arquivo. Quando alguém pergunta onde está a lâmina A3-2, a resposta não deveria depender de quem estava de plantão.

Este guia explica como se monta uma cadeia de custódia em patologia, objeto por objeto, desde que a amostra sai da sala de procedimentos até ser descartada anos depois, e o que vale medir para saber se ela funciona.

Em resumo

  • A rastreabilidade em patologia acompanha cada objeto físico: frasco, cassete, lâmina e imagem, não só o caso.
  • Cada objeto leva um código DataMatrix com texto legível e dois identificadores do paciente.
  • Cada escaneamento em uma estação fica registrado como um evento somente de inserção, com objeto, estação, ação, usuário, equipamento e hora.
  • O Histeva avisa quando um objeto chega a uma estação fora de ordem e rejeita o escaneamento em uma estação que não corresponde a ele.
  • Se a internet cair, o Edge da unidade continua recebendo com números reservados e sincroniza quando a conexão volta.
  • Blocos e lâminas são retidos por 15 anos por padrão no Histeva, e o descarte só acontece com aprovação.

Antes do laboratório: a cadeia prévia

A custódia não começa na recepção. Começa quando a amostra é coletada e alguém a entrega a um mensageiro.

No Histeva, as rotas de coleta são definidas por dias e paradas, e o mensageiro trabalha pelo celular: escaneia os frascos em cada instituição, registra a hora de início da fixação e uma observação de temperatura, e colhe a assinatura de quem entrega. Cada parada gera um manifesto em PDF. Se um frasco coletado não chega ao laboratório no prazo configurado, um alerta é gerado.

Para mama, o pedido exige a hora da coleta e a hora de início da fixação. São os dados que documentam a isquemia fria e o tempo em formol, que afetam os receptores hormonais e o HER2, e é muito mais difícil reconstruí-los depois.

Recepção: dois identificadores e conciliação de frascos

A recepção é o primeiro ponto em que um erro pode ser barrado, e o último em que fazer isso é barato. No Histeva, o fluxo tem como meta menos de 2 minutos por caso:

  1. Você escolhe os pedidos pendentes do paciente, que podem ser vários.
  2. Você confirma o paciente com dois identificadores.
  3. Você registra os frascos por escaneamento e o Histeva os concilia com os declarados no pedido.
  4. Você registra as discrepâncias: nome que não confere, número de frascos diferente, local ou lateralidade diferente, frasco sem rótulo, derramado ou sem fixador.
  5. O caso é criado e as etiquetas DataMatrix são impressas, com meta de menos de 3 segundos por etiqueta.

Se o pedido chegou incompleto, a tela mostra o que falta e o caso fica marcado, sem travar a entrada da amostra. Se for preciso rejeitá-la, o motivo sai de um catálogo, o que permite medir depois por que as amostras são rejeitadas e quais solicitantes enviam com mais problemas.

Um código para cada objeto

A hierarquia é a base de todo o resto. Cada código contém o anterior, então só de ler uma lâmina você sabe de qual cassete, frasco e caso ela vem.

Objeto Código de exemplo Onde nasce
Caso Q26-000123 Recepção, com prefixo por tipo de caso e ano
Frasco ou parte Q26-000123-A Recepção
Cassete ou bloco Q26-000123-A1 Macroscopia
Lâmina Q26-000123-A1-1 Corte
Imagem digital Herda o código da sua lâmina Escaneamento

As etiquetas são DataMatrix ECC 200, um código bidimensional que cabe na borda de um cassete ou de uma lâmina, com texto legível ao lado. O Edge da unidade as imprime em impressoras ZPL, e, se uma unidade não tem impressora, a etiqueta sai em PDF. O mesmo código que identifica a lâmina no laboratório é o que a vincula à sua imagem. Veja patologia digital.

Estações por escaneamento

Cada estação do laboratório trabalha escaneando: processamento, inclusão, corte, coloração, montagem e entrega ao patologista. Escanear um objeto registra a ação daquela estação. Não é preciso digitar nada no fim do dia, e, se um cassete pula uma estação, o escaneamento seguinte deixa isso evidente.

Ao escanear, a estação mostra o objeto e o seu caso. Se o objeto chega fora da ordem esperada, o Histeva avisa, mostrando o último movimento e a etapa que era esperada. Se aquele tipo de objeto não corresponde à estação, por exemplo uma lâmina na inclusão, o escaneamento é rejeitado. No corte, escanear um bloco permite criar suas lâminas, sejam H&E, níveis ou as técnicas pendentes, e imprimir as etiquetas na mesma etapa.

Um painel em tempo real mostra os casos agrupados pela próxima etapa, com limites de trabalho em andamento por estação, para ver onde o trabalho está se acumulando.

As técnicas adicionais, como uma imuno-histoquímica, são pedidos sobre um bloco que geram lâminas novas e voltam ao mesmo caso. O caso só passa para leitura quando todas as suas lâminas foram entregues e não resta nenhuma técnica pendente.

Quando a amostra sai do laboratório

Há três saídas habituais, e as três precisam ficar na cadeia:

  • Envios a laboratórios externos, por exemplo para testes moleculares: cada bloco ou lâmina enviado fica registrado como saída e como retorno quando volta, com alerta se o prazo esperado vencer.
  • Interconsultas físicas, com a guia de remessa do mensageiro e a custódia de saída e retorno.
  • Empréstimos a pacientes, instituições ou médicos, com finalidade e data de devolução, que são marcados como vencidos se não voltarem a tempo. Os empréstimos para pesquisa exigem consentimento.

Arquivo: 15 anos e descarte com aprovação

O arquivo é organizado por unidade, sala, armário, gaveta e posição. Arquivar é mais uma estação por escaneamento, e é possível arquivar um caso completo em uma única etapa.

O Histeva traz por padrão uma retenção de 15 anos para blocos e lâminas, e dias configuráveis para o tecido remanescente em formol. Todo mês, ele propõe o que já cumpriu o prazo, mas nunca apaga nada por conta própria: o descarte só é executado com aprovação e fica registrado na cadeia de custódia. Defina o prazo com as suas áreas jurídica e de qualidade, porque o Histeva aplica o prazo, mas não decide por você.

A busca "Onde está?" responde por código ou por caso com a localização, o empréstimo ou o descarte de cada objeto.

Sem conexão, a custódia continua

Se a internet cair em uma unidade, o Edge local continua funcionando: recebe amostras com uma faixa de números de caso reservada de antemão para aquela unidade, registra os escaneamentos de custódia e imprime etiquetas. Quando a conexão volta, tudo é sincronizado sem duplicidades. Já a assinatura de laudos exige conexão. Veja software de patologia.

O que medir

Uma cadeia de custódia que não é medida se degrada em silêncio. Estes indicadores saem dos mesmos eventos, sem trabalho adicional:

  • Rejeições por motivo e por solicitante.
  • Tempo por etapa e por tipo de caso, em dias úteis.
  • Produção por estação e por histotécnico, em blocos e lâminas.
  • Falhas de qualidade da lâmina, como dobras, marcas de navalha ou problemas de coloração, que são registradas como não conformidades.

Os tempos por etapa também sustentam o laudo: um caso assinado no prazo é um caso que não ficou parado em uma estação. Veja laudo sinóptico de patologia. E cada lâmina e técnica rastreada também é uma atividade que pode ser cobrada, como explica o guia de faturamento do laboratório de patologia.

Você pode ver as funcionalidades ou agendar uma demonstração.

Perguntas frequentes

  • É a capacidade de saber, para cada objeto físico de um caso, onde ele está, quem o manipulou e o que foi feito com ele. Em patologia não basta rastrear o caso: é preciso rastrear o frasco, cada cassete, cada lâmina e a sua imagem digital. No Histeva, cada um tem o seu próprio código DataMatrix, e cada escaneamento em uma estação fica registrado como um evento somente de inserção com objeto, estação, ação, usuário, equipamento e hora.

  • É o registro contínuo de quem esteve com cada amostra e em que momento, da coleta ao descarte. Inclui a coleta pelo mensageiro, a recepção, as estações de histotécnica, a leitura, os envios externos, os empréstimos e o arquivo. No Histeva, a cadeia prévia ao laboratório registra a hora de início da fixação e a assinatura de quem entrega, e o descarte final só é executado com aprovação.

  • Porque um código bidimensional guarda o identificador completo em um espaço pequeno, como a borda de um cassete ou o canto de uma lâmina, onde um código de barras linear com a mesma informação ocuparia mais espaço. O Histeva usa DataMatrix ECC 200 com texto legível ao lado e dois identificadores do paciente. O mesmo código é gravado na imagem DICOM quando a lâmina é escaneada, e assim a imagem se vincula sozinha ao seu caso.

  • Isso é registrado como discrepância antes de o caso ser criado. A recepção do Histeva concilia os frascos recebidos com os declarados no pedido e registra discrepâncias de nome, número de frascos, local ou lateralidade, frascos sem rótulo, derramados ou sem fixador. Cada discrepância fica com a sua resolução, e, se a amostra for rejeitada, o motivo sai de um catálogo. Assim você pode medir depois quais solicitantes concentram os problemas.

  • A custódia continua sendo registrada. O Edge de cada unidade tem uma página local que permite receber amostras com uma faixa de números de caso reservada de antemão para aquela unidade, registrar escaneamentos de custódia e imprimir etiquetas. Quando a conexão volta, os eventos são sincronizados sem duplicidades. A única coisa que não se faz sem conexão é assinar laudos: a assinatura sempre exige conexão, por projeto.

  • Por padrão, 15 anos, e o prazo é configurado por laboratório. Todo mês, o Histeva propõe o que já cumpriu a retenção, mas nunca descarta por conta própria: o descarte exige aprovação e fica registrado na cadeia de custódia. Quem define o prazo é o seu laboratório, com as áreas jurídica e de qualidade. O Histeva o aplica e deixa a evidência de cada decisão.

  • Com a busca "Onde está?", pelo código da lâmina ou pelo número do caso. O Histeva responde com a localização no arquivo, o empréstimo vigente ou o envio externo, conforme o último evento de custódia do objeto. Os empréstimos têm data de devolução e são marcados como vencidos se não voltarem, e os envios a laboratórios externos geram um alerta quando vence o prazo esperado de resposta ou de retorno.

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